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O que é Yoga?

Atualizado: 6 de nov. de 2021

Se Yoga fosse só uma sessão de alongamentos, sinceramente? Já seria ótimo! Só que a prática vai muito além do físico (e do tapetinho...)!



O Yoga surgiu na Índia há mais de 5.000 anos. Não se sabe ao certo nem quando e nem como, mas dizem que os Deuses trouxeram o Yoga como uma ferramenta para que o ser transcendesse a condição humana e nos tornássemos unidos com o todo (iluminados, no caso).


A palavra Yoga vem da raiz sânscrita “YUJ”, que pode significar união: Da nossa consciência individual com a consciência cósmica.

Pode significar também alinhamento: da mente, corpo e espírito.

O Yoga é uma filosofia composta de 8 partes, que são como se fosse um código de como viver uma vida Yogi. Esse código é chamado de Árvore do Yoga.

A primeira parte chamamos de Yamas, que são os preceitos éticos e as normas de conduta. Aqui nós aprendemos a desenvolver o controle sobre as nossas ações no mundo externo. As normas são:


Não-violência (Ahimsá)
Compromisso com a Verdade (Satya)
Não roubar (Asteya)
Contenção dos Sentidos (Brahmacharya)
Desapego (Aparigraha)


Em seguida nós temos as chamadas normas de aperfeiçoamento pessoal, os Niyamas. Estes estão associados ao nosso mundo interno e aos sentidos de percepção, para nos ajudar a desenvolver a autodisciplina. Estes também se dividem em 5:

Purificação/Limpeza (Saucha)
Contentamento (Santosha)
Esforço sob si próprio (Tapas)
Auto-estudo/auto-observação (Svadhyaya)
Entrega (Ishvara Pranidhana)

A terceira parte são os chamados Ásanas, que são as posturas psico-físicas. Psico físicas porque elas atuam tanto no corpo físico quanto o psíquico. Já é sabido que a mente afeta o corpo, então porque não utilizar o corpo para afetar a mente?


O Yoga diz que devemos lidar com o exterior para desenvolver a sensibilidade no mundo interno.


A quarta parte dessa filosofia são os Pranayamas, as técnicas de respiração e controle da bioenergia (prana). A respiração tranquiliza a mente e nos ajuda a voltar a atenção para o presente.

A partir da quinta parte o caminho começa a ser um pouco mais interno (não que os outros não sejam) com Pratyahara, que é a Contenção do sentidos ou desligamento dos estímulos externos (é quando seu cachorro não para de latir, o vizinho ouvindo pagode e você tentando manter a atenção só no seu tapetinho),

As últimas três últimas partes denominadas juntas como Samyama são:

6ª Concentração (Dhárana)
7ª Meditação (Dhyána)
8ª Estado de Iluminação que a prática proporciona, podemos usar também o termo Lucidez. (Samádhi), a união com o todo



Podemos dizer que o Samádhi seria o nosso objetivo final, mas essa não é a melhor forma de expressão, visto que o yoga não é uma prática onde você busca chegar em algum lugar ou atingir algum objetivo:


É muito mais “curtir o caminho”, do que “chegar em algum lugar”.


Essa prática milenar é uma base para reconhecer a plenitude/felicidade que você já é. Existe uma frase que uma professora me falou, que pra mim, resume a prática: "Felicidade não é adquirida, é reconhecida".



Namastê,

Gabi

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